Mariana Viegas

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Usa a fotografia - enquanto documento do real - na sua relação com o texto e o tempo - propondo a construção de narrativas que se revelam esculturas socias e/ou monumentos pessoais.

Uses photography - as a reality documental display - creating links between text and time, building narratives of social constellations and/or personal monuments.



Passagem & Grupo Fantasma

Em colaboração com
PORTA33, Nuno Faria, Carolina Vieira

2024


Exposição individual no espaço da Porta 33 no Funchal, com a curadoria de Nuno Faria.
O projeto parte de uma visita ao arquivo da autora e foca-se no tema do retrato, sendo que a exposição é um diálogo com a peça Passagem, projeto construído e apresentado no ano anterior, na Escola da Vila.

“Depois da exposição realizada na Escola do Porto Santo, voltamos, agora no Funchal, a ter a oportunidade, rara, de olhar e sermos olhados por estes rostos, projectados num lençol, que parecem emergir da escuridão.
São rostos anónimos de gente que (re)conhecemos, habitantes do Porto Santo, sabemo-lo, várias gerações de pessoas que se relacionaram com a Escola de alguma forma: professores, funcionários, alunos, operários.
Um rosto incorpora várias dimensões, várias complexidades. Situa-se no campo da aparência de uma face mas também da profundidade, do que se esconde para lá de uma superfície, para lá de uma verosimilhança. Um rosto inscreve-se numa temporalidade, numa duração, por vezes muito antiga. E por isso é inquietante, traz consigo a marca do mistério da existência, reflecte as alegrias, as tristezas, as provações da vida. Traz em si, também, as marcas da biografia de cada um, os sulcos do tempo que passa.”... 

Nuno Faria

Passagem & Grupo Fantasma

In colaboration with
PORTA33, Nuno Faria, Carolina Vieira

2024



Solo exhibition at Porta 33 gallery in Funchal, curated by Nuno Faria.
The project starts from a visit to the archive addressing the theme of portraiture, with the centerpiece being the video projection Passagem, a project built and presented the previous year, at Escola da Vila in Porto Santo.

“After the exhibition held at Escola do Porto Santo, we returned, now in Funchal, to have the rare opportunity to look and be looked at by these faces, projected onto a sheet, that seem to emerge from the darkness.
They are anonymous faces of people that we (re)know, inhabitants of Porto Santo, we know, several generations of people who were related to the School in some way: teachers, staff, students, workers.
A face embodies several dimensions, several complexities. It is located in the field of appearance of a face but also of depth, of what is hidden beyond a surface, beyond verisimilitude. A face is part of a temporality, a duration, sometimes very old. And that's why it's unsettling, it brings with it the mark of the mystery of existence, it reflects the joys, the sadness, the trials of life. It also carries with it the marks of each person's biography, the grooves of time that passes.” ...

Nuno Faria




Depois da exposição realizada na Escola do Porto Santo, voltamos, agora no Funchal, a ter a oportunidade, rara, de olhar e sermos olhados por estes rostos, projectados num lençol, que parecem emergir da escuridão.

São rostos anónimos de gente que (re)conhecemos, habitantes do Porto Santo, sabemo-lo, várias gerações de pessoas que se relacionaram com a Escola de alguma forma: professores, funcionários, alunos, operários.

Um rosto incorpora várias dimensões, várias complexidades. Situa-se no campo da aparência de uma face mas também da profundidade, do que se esconde para lá de uma superfície, para lá de uma verosimilhança. Um rosto inscreve-se numa temporalidade, numa duração, por vezes muito antiga. E por isso é inquietante, traz consigo a marca do mistério da existência, reflecte as alegrias, as tristezas, as provações da vida. Traz em si, também, as marcas da biografia de cada um, os sulcos do tempo que passa.

Nuno Faria
After the exhibition held at Escola do Porto Santo, we returned, now in Funchal, to have the rare opportunity to look and be looked at by these faces, projected onto a sheet, that seem to emerge from the darkness.

They are anonymous faces of people that we (re)know, inhabitants of Porto Santo, we know, several generations of people who were related to the School in some way: teachers, staff, students, workers.
A face embodies several dimensions, several complexities. It is located in the field of appearance of a face but also of depth, of what is hidden beyond a surface, beyond verisimilitude. A face is part of a temporality, a duration, sometimes very old. And that's why it's unsettling, it brings with it the mark of the mystery of existence, it reflects the joys, the sadness, the trials of life. It also carries with it the marks of each person's biography, the grooves of time that passes.

Nuno Faria



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